Muita história em Iperó/SP
Visitamos o Parque Floresta Nacional de Ipanema. Fica muito próximo a São Paulo, sendo mais um dos bolsões verdes do Estado.
A maior parte do caminho é por estradas de asfalto e somente um pequeno trecho de terra, mas muito conservado de acesso fácil para qualquer veículo.
Na estrada de terra o caminho tem pouca sinalização, mas seguindo em frente você chega lá. Só é preciso atentar para uma entradinha a esquerda que passa por de baixo da linha do trem e pronto chegou.


Eu não conhecia o local e fiquei impressionado com a quantidade de coisas históricas tinham por lá. Alias fiquei imaginado aquele lugar cheio de crianças com seus professores de história, mas sei que isso é algo raro por aqui.
Uma pena, pois o ser humano aprender muito mais rápido quando tem experiências reais, ao vivo e a cores.
O local parece um pouco abandonado, sem muita conservação, talvez pela falta de verba, talvez pela burocracia, mas é fato que o local é muito pouco explorado pelo seu potencial. Claro que existem turistas visitando o local, mas dificilmente eles voltam, pelo menos nós como turistas ficamos com essa sensação.
A infra-estrutura de alimentação é fraca, achamos somente um lugar para comer. Pelo menos era simples e limpinho.
Observe a porta abaixo, ela chamou muito a minha atenção. Por ser enorme, por ser de ferro, por ser da época de Don Pedro e principalmente por ser um marco de inauguração. Isso mesmo ela seria o equivalente as plaquinhas em bronze que usamos hoje em dia.

Lá eram fabricadas armas brancas e toda a fundição era feita usando um sistema de água super complexo.
A água movimentava máquinas e resfriava o metal.


Existiam alguns prédios, mas desconheço a função de todos, mas com certeza fabricavam algo e novamente a agua fazia parte do processo.


Passeando pelas estradas dentro do parque encontramos uma casa muito antiga da época do império. Interessante como as paredes são largas.
Percebemos que o local foi utilizado como escritório por algum tempo e boa parte da história foi "estragada" com a instalação de divisórias e sistemas elétricos inadequados.



Alguns locais eram de acesso restrito e não pudemos conhecer, outros só teríamos acesso junto com um guia local, mas eles não estavam tão dispostos quanto imaginávamos, uma pena e mesmo assim valeu a experiência.
No final do dia estávamos mortos.


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Última atualização (Dom, 08 de Novembro de 2009 11:00)



